segunda-feira, fevereiro 07, 2011

AMOR QUE MORRE

O nosso amor morreu... quem o diria!
Quem o pensava mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos pra partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!

FLORBELA ESPANCA

6 comentários:

Esmeralda disse...

permito-me acrescentar que:
...tudo o que é bom, dura apenas o tempo suficiente para não ser esquecido...
...não importa o tempo que dura, o importante mesmo é o que se vive, porque nada é eterno...
bonito poema este de Florbela Espanca!

beijinho

Esmeralda

Lurdes disse...

Esmeralda, concordo com tudo o que deixaste aqui escrito.

Beijinhos

Anónimo disse...

... e morreu?

Lurdes disse...

Não ;)

Anónimo disse...

A Florbela Espanca morreu... o amor não!?
Flor
Bjs.

Lurdes disse...

Isso mesmo!